o que é a arquitectura sustentável?

é uma forma de planear, projectar e construir, que permite aumentar o conforto dos utentes introduzindo soluções que reduzam os impactos negativos da ocupação humana, no meio ambiente; tendo como princípio, não comprometer a qualidade de vida das gerações futuras.

arquitectura e construção

hoje sabemos, que a emissão de gases poluentes resultante do funcionamento dos edifícios, é superior às emissões poluentes produzidas por todos os meios de transporte.
a poluição que produz, no entanto, não se vê...a energia mais utilizada nos edificios é a electrica e 90% da energia eléctrica é produzida com recurso a combustíveis fósseis altamente poluentes. mesmo antes de um edifício ser construído, a produção dos materiais a ser utilizados, deu já inicio á emissão de gases nocivos, sendo o sector da construção um dos mais poluentes a nível mundial.

 

  planeamento urbano

no planeamento e desenvolvimento das aglomerações urbanas o acompanhamento por especialistas em consumo energético deveria ser indispensável, de forma a tornar as cidades, mais eficazes e económicas. soluções como a diminuição das distâncias entre sectores complementares da economia (minimizando o uso do automóvel),por exemplo, evitaria a emissão anual de toneladas de CO2.
será muito mais caro, para uma cidade, promover a utilização de transportes públicos, e criar redes de espaços verdes interligados que visem a requalificação urbana?
com a ajuda de técnicos especializados é possível construir edifícios e espaços públicos mais eficientes, que consumam menos energia e tirem partido dos recursos naturais, como a luz e a ventilação natural..

 

 

 

integração à escala urbana de canais de circulação de transportes públicos, evitando assim grandes fluxos de veículos particulares e grandes espaços para estacionamento.
promover de um tipo de urbanismo misto que associa áreas residenciais, comerciais e áreas de escritórios, que combata a monofuncionalidade, e permita ás pessoas trabalhem e fazerem compras dentro da sua área de proximidade.
Redução da distância de áreas funcionais complementares como forma de reduzir os movimentos pendulares de pessoas e mercadorias.

projectar e construir para o conforto humano

Existem algumas medidas que, por opção, e fácilmente adoptáveis, contribuem para que se tire o melhor partido de um edifício:
. procurando sempre obter o máximo Conforto térmico e acústico, conseguido através de isolamentos específicos para cada tipo de edifício. Projectando de forma a que utentes com dificuldades motoras se movimentem sem dificuldades (Prolongando assim o tempo de vida do edifício, uma vez que vai ser útil a um maior número de pessoas).
. escolhendo janelas de abertura simples em detrimento das fixas, permite aos utilizadores o controlo sobre a temperatura e a ventilação.
. utilizando materiais e revestimentos não tóxicos: todo cidadão urbano passa cerca de 70% do seu tempo no interior de edifícios, mesmo os mais baixos níveis de toxidade, são extremamente prejudiciais para a saúde após exposição prolongada.
. criando espaços que permitam o contacto visual com o exterior, é muito importante para que se permita às pessoas, sincronizar o seu relógio biológico através das variações naturais da luz.

projectar de uma forma consciente sob o ponto de vista energético

climas temperados, como no nosso País, aberturas para sul, devidamente controladas com palas ou sombreadores, promovem a utilização passiva da radiação solar.
. utilizar árvores de folha caducaé uma forma de criar sombreamento no Verão que permite a insolação no Inverno.
vegetação de folha perene colocada a norte, exerce uma excelente protecção contra os ventos frios.
. a proximidade relativa de espelhos de água ajudam a moderar o clima nas zonas mais quentes..
. preservar e tirar partido das condições naturais, assim como o respeitar a topografia do local, é muito importante, evitando também grandes terraplenagens, evitando assim alterar os sistemas naturais de drenagem de água e movimentos de massa orgânica.

. evitar destruir ou perturbar o natural movimento de águas subterrâneas, com construções que as possam obstruir ou contaminar.

. projectando de forma a que a flora e fauna do local possa ser preservada, e reintegrada, obtendo assim locais mais aprazíveis e com menor manutenção.

na escolha dos materiais de construção

utilizar materiais locais como forma de minimizar os custos de transporte.
utilizar materiais com baixos níveis de energia incorporada, (ou seja materiais em cuja produção foi utilizada menos energia).

usar materiais reciclados .
utilizr materiais que são retirados da natureza sem provocar danos ambientais.

utilização de materiais facilmente recicláveis.
materiais com grande duração e baixa manutenção.

 

como evitar os desperdicios de água

existem várias formas para reduzir o consumo de água, tais como:
.
a utilização de torneiras e chuveiros que permitam a redução do fluxo.
. escolhendo sanitas com redução do fluxo de descarga de água.
. nos jardins escolhendo criteriosamente as plantas, de forma a que estejam adaptadas ao clima e à pluviosidade do local, evitando regas desnecessárias. saber mais

reutilização da água no interior de um edifício
. a captação da água da chuva para reservatórios permite a sua reutilização na rega de espaços exteriores ou em descargas nas sanitas.
. a localização dos termoacumuladores ou esquentadores próxima das saídas de água quente permite que o tempo de espera com a "água a correr" seja menor, ou utilizando sistemas de retorno de água (que permitem ter acesso imediato á agua quente).

 

como evitar desperdicios de electricidade

na iluminação
. concebendo/projectando edifícios que maximizam o aproveitamento da luz natural, melhora a qualidade do ambiente interior, e minimiza a necessidade de iluminação artificial.

. utilizando electrodomésticos compatíveis com as normas de poupança energética (que utilizam a electricidade de uma forma mais eficiente), minimizam as perdas térmicas.

. recorrendo a energias alternativas, como a energia solar, eólica ou outras, (dependendo da localização e condições climáticas).
. utilizando lâmpadas fluorescentes compactas em detrimento das lâmpadas convencionais.

 

no controlo de temperatura

a radiação solar que incide nas fachadas dos edifícios é a maior fonte de entrada de energia nas construções, muitas vezes desaproveitada.
. dividindo racionalmente o edifício, de forma a proporcionar a incidência solar necessária em cada momento na respectiva divisão. utilizando da massa térmica do edifício como forma de a armazenamento da energia sob a forma de calor, nos materiais e espessuras respectivas (ex Parede de trombe).
. localizando vegetação ou palas bem dimensionadas ao local e à orientação, como forma de reduzir ou aumentar a radiação.
. aproveitar os fluxos de ar para arrefecimento e higienização dos espaços (ventilação natural).
. usar isolamento térmico, nos panos de vidro, nas paredes e lajes, uma vez que as grandes perdas energéticas se processam através destes elementos.
. utilizando painéis solares activos associados a caldeiras e sistemas de pavimento radiante.
. aplicando fitas de isolamento apropriadas para a calafetagem de portas e janelas. saber mais

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